quarta-feira, 11 de maio de 2011

Motivação

Está certo que é nosso dever como professor proporcionar aos alunos aulas que os desenvolvam globalmente, com atividades que envolvam as seis vertentes da Educação Física propostas pelo PCN, em uma sequencia pedagógica que respeite sua idade e suas individualidades. Mas porque, muitas vezes, nós ficamos bastante tempo planejamento uma aula que atenda a todos esses pré-requisitos, e mesmo assim tem aquele aluno que fala: “Professora, hoje eu não quero fazer aula...”.

A primeira coisa que me passa na cabeça são as aulas de português, matemática e outras disciplinas. Porque nelas, o aluno escuta, faz o exercício que o professor pede, e logo na minha aula, com uma estrutura física diferente da tradicional, onde deveria ser um prazer para ele estar lá, ele diz que não quer fazer? Essa é uma pergunta que ainda me desafio a responder.

Segundo Machado e Gouvêa (1998), Samulski (1992) e Weinberg e Gould (2001), conhecer a motivação é saber desvendar o comportamento humano, pois é a intensidade dos motivos que irá direcionar a quantidade de esforço a determinado objetivo. Mas, sabendo que, durante as aulas os estímulos dados aos alunos são os mesmos, qual a razão do interesse diferenciado dos alunos?

Samulski (1992) explica que essa motivação depende de fatores extrínsecos (ambientais) e intrínsecos (pessoais). Para Marzinek (2007) e Weinberg e Gould (2001), a motivação extrínseca compreende fatores externos, que vêm de outras pessoas por meio de reforços (recompensas ou punições) positivos e negativos, como elogios, reconhecimento e dinheiro. Abrange, por exemplo, influência de colegas, dos pais e dos professores. Já a motivação intrínseca inclui fatores internos, ou seja, o esforço interior para ser dedicado e capaz de exercer o domínio sobre uma tarefa, abrangendo, por exemplo, prazer, satisfação e força de vontade.

Este desafio de desvendar o comportamento dos nossos alunos ainda permanecerá durante todas as nossas aulas. Minha proposta como professora é atingir a grande maioria com aulas divertidas, que supram as necessidades deles como estudantes, buscando sua completa alfabetização corporal. Aquele que, por algum motivo, ou com outras palavras, por falta de alguma motivação, eu ainda não consegui trazê-lo para a minha aula, buscarei entender seu histórico escolar e familiar, e posteriormente traçar alguma estratégia para sua identificação com minha disciplina.

Não existe caso perdido, é tudo uma questão de ponto de vista!

Referências Bibiográficas

MACHADO, Afonso Antônio; GOUVÊA, Fernando Cesar. Importância da motivação para o movimento humano. Integração Ensino Pesquisa Extensão. São Paulo, v. 1, n. 1, p. 85-91, 1998.

SAMULSKI, Dietmar. Psicologia do esporte. Belo Horizonte: Imprensa Universitária/UFMG, 1992.

WEINBERG, Robert; GOULD, Daniel. Fundamentos da Psicologia do Esporte e do Exercício. 2 ed. Porto Alegre: Artmed, 2001.


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