terça-feira, 10 de maio de 2011

O Desenvolvimento divertido

Quando resolvi criar um blog, tracei uma meta que foi compartilhar minhas experiências na busca de um completo desenvolvimento infantil. Sou professora de Educação Física e minha experiência na escola abrange todas as faixas etárias da Educação Básica.

Durante minhas aulas percebi que quando entro nas minhas turmas de Educação Infantil a alegria está no auge. Os alunos gritam meu nome, me abraçam e no final da aula escuto deles que adoraram as brincadeiras, que eu sou muito legal e até dizem que me amam. Como é sincero o sentimento de uma criança. Saio da aula como um ar de satisfação pessoal e profissional. Esses momentos são motivadores e me fazem criar novas atividades, sempre proporcionando a eles o melhor que a minha criatividade e o meu conhecimento acadêmico e profissional podem fazer.

Quando entro nas turmas de Ensino Médio me debato com outra realidade. Alunos pouco motivados que vieram de professores, digo, farças que simplesmente "rolam o caroço" ou, simplesmente, fazem o "quarteto fantástico". Os alunos fingem que gostam das aulas e essas farças fingem que ministram aula. Cadê as danças, esportes, lutas, jogos e ginásticas que compõe um vasto patrimônio cultural que deve ser valorizado, conhecido e desfrutado? (Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais). Esta realidade nos faz conhecer alunos totalmente desmotivados, que mostram-se analfabetos corporais e dão qualquer tipo de desculpa para não fazer a aula que você planeja. Aulas diferentes daquelas dadas pelos professores farças são difíceis de serem ministradas, pois os alunos aprenderam que a aula de Educação Física é o momento do descanso ou aquela que somente se aprende as técnicas e táticas do volei, handebol, basquete e futsal. Esses alunos vão para a aula quase que 'forçados', praticam o que você propõe e até gostam. Mas não é isso que eles aprenderam que é Educação Física. Poucas vezes saímos dessas aulas satisfeitos, pois no final delas, é raro aquele que fala: Como foi boa a aula de hoje...

Isso me fez conhecer de perto a gritante diferença motivacional com o passar dos anos na Educação Básica.

Knijnik et. al. (2002), explica que o ato motor na primeira infância (0 a 6 anos) é de extrema importância para o desenvolvimento da criança, pois a partir dele, ela pode interagir com o mundo que a cerca por meio dos aspectos cognitivos e afeitos, que se manifestam como consequência de um só tipo de comportamento, o motor. Almeida e Shigunov (2000), enfatizam a brincadeira como um fator de grande importância no processo de desenvolvimento e de socialização da criança, pois proporciona novas descobertas, inserindo-a no contexto em que se encontra. O mesmo autor ainda a afirma que é importante incentivar a prática dessas atividades para que a criança usufrua delas nas diversas fases da vida. Knijnik (2001) complementa a idéia ao dizer que na idade escolar, o entusiasmo do estudante é evidente quando realiza as tarefas, reduzindo a ansiedade e aumentando o sentimento de prazer, sentido-se orgulhoso a cada etapa vencida e motivado a esforçar-se mais para alcançar um melhor desempenho.

Na busca pelo completo desenvolvimento do invíduo, e sabendo-se da importância de um comportamento motor satisfatório para um desenvolvimento cognitivo e afeito adequado, adotei a idéia de que se o aluno for motivado desde o início da sua vida escolar, com atividades motoras desafiadoras mas compatíveis a sua faixa etária, diversificadas, interessantes e divertidas, conseguiremos trazer os alunos para as aulas de Educação Física, fazendo com que ele tenha prazer em realizar as atividades propostas, pois ela trará benefícios para sua vida.

Por esse motivo tão simples, o Desenvolvimento de nossas crianças deve ser sempre Divertido...


Referências Bibliográficas

ALMEIDA, Ana Cristina Pimentel de; SHIGUNOV, Viktor. A atividade lúdica infantil e suas possibilidades. Revista da Educação Física. Maringá, v. 11, n. 1, p. 69-76, 2000.

KNIJNIK, Jorge Dorfman; PIRES, Rosângela Nobre; FRESSATO, Marina Soares. O jogo, a educação física e a escola: É possível falsear as implicações da teoria piagetiana? Revista Mackenzie de Educação Física e Esporte. São Paulo, v. 1, n. 1, p. 95-105, 2002.

Um comentário:

  1. Que lindddoo!! vc já tem sua primeira seguidora!!
    TE AMO!! Amo sue trabalho!!
    Sucesso sempre!!
    =]
    B

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